A minha 1.º Comunhão |
A VIAGEM Na noite de sexta-feira para sábado choveu por quase três horas. Mas o meu pensamento estava no domingo, 19 de outubro. Pensava: “Se chover, será um problema ir até o Santuário de Nossa Senhora do Rosário”. Perguntava-me: Que idéia era essa do Pe. Adolfo de ir até o Santuário para realizarmos a Primeira Comunhão, o nosso primeiro encontro com o amigo Jesus, como ele sempre costumava dizer. Tudo bem. Papai e mamãe irão comigo. Só espero que não chova!
Pela estrada encontramos outros companheiros que tanbém viajavam com seus pais. Um grupinho de pessoas estava indo a pé, rezando o rosário. Antes das sete, com um sol maravilhoso, chegamos ao Santuário. Os nossos catequistas já estavam nos acolhendo no portão. Às 7:30h o sino do Santuário deu o sinal para iniciar a liturgia. O Pe. Rafael e os jovens do vilarejo abrem o nosso cortejo com música enquanto seis meninas nos precedem dançando até o ingresso da igreja. Ao ritmo da música espalham pétalas de flores em nosso caminho. Sinto-me importante, pois este rito é reservado a personagens ilustres que visitam o nosso vilarejo. Jesus me faz importante ou sou eu que sou importante para Jesus? BEM-VINDO Na porta do santuário seis coroinhas, juntamente com o Pe. Adolfo e o Pe. Marcus, estavam nos esperando. Entramos na igreja enquanto todos cantavam. A igreja estava cheia de pais e muitos cristãos que vieram dos vilarejos vizinhos. O nosso lugar era bem na frente do altar. Éramos 55 crianças, algumas órfãs. Entre nós havia três jovens que também receberão a Primeira Comunhão.
A homilia do Pe. Marcus foi um diálogo. Ele nos apresentou os deveres que derivam da Comunhão com Jesus: responsabilidade, sermos portadores da verdade, da justiça e da paz. Sermos verdadeiros, justos, construtores de paz. Quanto mais eu penso, mais me convenço que tudo isso é muito bonito... porém não é fácil! O que farei? Como? Após receber a Eucaristia, recolhi-me para falar com Jesus. Havia tantas coisas para pedir, tantas coisas para dizer, tantas dificuldades para apresentar-lhe, mas Ele me fez permanecer calado e, no silêncio, compreendi o seu amor, a sua doação, e não soube dizer muito. Mas era melhor permanecer assim mesmo, no silêncio. UM GRANDE DOM Após a oração final, Pe. Adolfo nos deu uma bênção e nos entregou as lembranças: uma folha com o nosso nome, um rosário, uma cruz e uma imagem.
Obrigado Jesus por este grande dom, a Eucaristia, e também a vocês que tiveram a paciência de ler esta minha cartinha. Sopon (10 anos) |
sábado, 19 de novembro de 2011
SOPON E A PRIMEIRA EUCARISTIA
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